Brincando de ser Feliz!

Por Cristhiana Rendeiro

O que mais faz a nossa vida valer apena são os prazeres e felicidades que vivemos nela. E muitas vezes nós não conseguimos perceber que a verdadeira felicidade está bem na nossa cara, na simplicidade das coisas. Aprendi nesses últimos meses foi que você não precisa de muito para viver de bem com a vida. O que aconteceu comigo nos últimos meses me fez mudar como Mãe, me fez observar como estava a minha relação com a minha filha.

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Nos últimos meses nós nos mudamos de casa e junto com essa casa ganhamos além de uma vista linda, um quintal. E foi ai que a Alice descobriu os primeiros passos pra ser feliz. Tem areia, grama, árvore, sombra, água e duas cachorras, a festa ta feita! Como toda mãe, eu sempre tenho aquele certo receio de deixar a Alice brincar fora de casa,  principalmente quando envolve areia, grama e afins. Todas as panelinhas, fogões, colheres (inclusive as da minha cozinha rs), copos, etc, foram pro quintal. Era sujeira todo dia. Depois de um tempo o pai dela teve a ótima ideia de fazer um balanço na árvore, usando apenas uma corda e um pedaço de madeira. Eu confesso que muitas vezes me estressei por ela estar ali, toda suja, era mais trabalho pra mim, o banho ia ser mais demorado, ia sujar o banheiro, guardar os brinquedos e por muitas vezes eu pensei que era muito mais fácil quando ela brincava dentro de casa ou ficava assistindo desenho.
Com o tempo ela sempre continuou brincando no quintal, chegava da escola e imediatamente já pegava os brinquedos e corria pra brincar, esquecia que dentro de casa ela tinha uma televisão só pra ela assistir desenho, um tablet pra ela jogar os joguinhos que ela tanto gostava, o meu celular que ela amava assistir vídeos de massinha de modelar no YouTube. E eu tomada pelo espírito da mãe estressada não percebi que aquilo só estava fazendo bem pra ela, que estar suja de lama dos pés a cabeça correndo atrás de das cachorras era o que fazia a alegria dela. E várias vezes ela me chamou pra participar da brincadeira e por algum outro motivo eu não fui até lá. E pra completar a felicidade dela faltava só uma coisa, que era a minha presença ali com ela.

Foi ai que eu parei e percebi que eu não brincava de verdade com a minha filha, eu fingia brincar. Mas agora, sempre tem aquela horinha do dia pra brincar com ela no quintal, seja no balanço, de pega-pega, de restaurante (como ela diz). E quando eu vejo que o sorriso dela dobra de tamanho quando eu entro na brincadeira, ai eu sinto que a nossa felicidade está completa.

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