Dicas para o Desmame

Por: Cristhiana Rendeiro

Oi pessoal, tudo bom? Quanto tempo, heim!?

Uma leitora linda nos deu uma sugestão de post, então como eu costumo sempre fazer, vou contar um pouco de como foi minha experiência nesse processo.

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Quando se fala de amamentar, meus olhinhos até brilham, pra mim é um dos momentos mais lindos que existe no mundo da maternidade. Lembro perfeitamente o dia que amamentei pela primeira vez. Perdi todo o medo que eu tinha de segurar a Alice, pelo simples fato de que a pediatra colocou a boca dela no meu seio e girava a cabecinha dela pra um lado e pro outro, fiquei tensa, mas depois ela me explicou que é assim mesmo (uffa, rs). Então foi depois desse momento que nós nos olhamos pela primeira vez, aquela pessoinha ali, me sugando de todo jeito, que quando veio pro meu colo estava desesperada chorando de fome, em instantes se acalentou e me olhou. Foi lindo! E eu sei que nesse momento vocês devem estar lembrando de como foi o primeiro momento de vocês também.

Eu amamentei minha filha Alice até 1 ano de 6 meses, ela nunca foi uma criança gordinha, estava sempre no limite do peso, porém, muito saudável que é o que importa. Mas mesmo ela sendo saudável, ela não comia o que eu considerava suficiente, eu sempre achava que ela deveria ter comido um pouco mais, então quando ela completou essa idade, a pediatra me aconselhou a começar o processo de desmame (pra meu desespero). Eu ainda não tinha me preparado psicologicamente pra esse momento, no fundo eu tinha uma esperança da Alice largar de vontade própria o “petoco”. Mas se era pra ser então bora lá né.

Primeira coisa a se fazer: Comece devagar! Você não precisa deixar de amamentar seu filho de um dia pro outro, faça isso sem pressa, de uma forma que não seja traumática e desconfortável para mãe e filho. Lembre-se que você não precisa estabelecer uma data específica pra iniciar o desmame, só quem sabe se chegou a hora é você mesma.

Um conselho que eu dou a vocês é que não passe um dia inteiro longe do seu filho para tentar fazê-lo esquecer de mamar. Seu seio vai encher, vai dar aquela dor que vocês já conhecem e não vai ser legal. Eu encontrei algumas formas bem eficientes pra fazer com que a Alice não sofresse muito nesse processo.

  • O que eu fiz inicialmente foi só oferecer o peito quando a Alice tinha interesse (tá, quase sempre). Mas eu confesso que tinha vezes que eu já dava no automático mesmo. Então eu passei a dar o peito somente em momentos de intenso estresse, antes de dormir, momentos assim.
  • Atraso de mamadas. Isso eu fiz demais. Quando a Alice chegava pedindo peito eu dizia que não estava na hora, que era pra esperar mais um pouquinho e muitas vezes ela aceitava.
  • Diminuir a duração da mamada. Além de atrasar, eu deixava ela mamando bem menos tempo que antes. Às vezes eu até terminava com uma mamadeira de leite ou até mesmo com brinquedinho pra ela se desligar.
  • O BICHO! (sim gente, eu fiz isso) e não foi NADA traumático. Depois que eu tentei todos esses processos, que deram muito certo, mas ainda não foram suficientes. Tive que fazer ela ter medo do meu peito, foi então que eu coloquei uma fita crepe no “petoco”, cortei um pedacinho de cabelo meu e colei junto e passei um pouquinho de batom vermelho (podem rir à vontade kkkkk) e não falei nada. Esperei ela pedir e quando ela viu, TARAM, o BICHO! (Obs. Cada mãe sabe o que é melhor pro seu filho, cada relação é diferente da outra, essa foi minha experiência com minha filha e deu super certo, não me interpretem mal, por favor).

E pra minha surpresa, ela não ficou com medo, ela ficou assustada com aquilo ali e preocupada por ta em mim. Então eu comecei a fazer isso durante o dia e mantive a mamada de antes de dormir e a do meio da noite. O engraçado é que quando alguém chegava no nosso lado, ela falava que tinha um bicho no meu peito e queria mostrar kkkkkkk.

 

  • Feito toooooodos esses processos, chegou a parte de cortar de vez o peito da vida dela. Foi ai que o Pai entrou em cena e teve que aguentar durante a noite. Por uma semana tive que deixar ela dormindo sozinha com ele no quarto pra que ela desacostumasse de vez (sim ela não mamava de verdade, mas sim já estava acostumada a pôr o peito na boca). Essa foi a parte mais dolorida pra mim, porque depois dos 7 dias ela ainda procurava durante a noite, que no caso já entrou o vicio de pegar no peito (que persiste até hoje, mas não vem ao caso).

No final de tudo isso, consegui desmamar ela dentro de 20 dias mais ou menos. Não vou dizer pra vocês que seguindo tudo isso foi fácil, porque não foi. Deu trabalho, deu dó, aperto no coração, mas ela precisava e realmente foi melhor pra ela. No final o principal objetivo que era fazer ela se alimentar melhor foi alcançado. E de bônus tivemos noites de sono muuuuuito melhores. Se está chegando a sua hora, seja forte, mãos à obra e boa sorte!

Essa foi minha experiência contada pra vocês, espero que seja útil e que tenham gostado. Beijão e até a próxima! ;*

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