A crise dos dois aninhos – Terrible Two

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Olá pessoal, hoje eu vim falar sobre um assunto que vem me deixando super estressada e sem saber o que fazer (na maioria das vezes). Tem dias que eu realmente não reconheço a minha Letícia, e tem horas que eu tenho vontade de deixar ela trancada em um quarto e fugir para o outro. Não to brincando não. A minha princesa sempre foi uma criança tranquila, apesar da personalidade fortíssima que eu tenho certeza que herdou do pai. Mas ultimamente, principalmente essa semana, ela anda insuportável. Sério mesmo.

Tem dias que ela não pode ouvir um simples “tira a mão dai” ou um “não mexe filha que você pode se machucar” que ela vira outra criança. Grita, faz birra, vem querer me bater, chora… Fora o “não” que virou doce na boca dela. Sem contar nas vezes que estamos na rua e ela faz algum tipo de tolice.

Foi então que eu percebi o que esta acontecendo: chegamos na primeira crise do relacionamento mãe e filha kkkk, posso dizer assim: a terrible two ou adolescência do bebê.

Eu já tinha lido a respeito disso, mas nunca tinha me aprofundado no assunto porque ainda não tinha ficado sem saber como reagir a uma tolice boba. Mas essa semana ta sendo mais complicada de todas as outras por aqui. A minha pequena Letícia já ta com 2 anos e 5 meses, e essa semana foi trocada de turma (foi pra outra sala, com outra professora, e outros coleguinhas da mesma idade dela – alguns ela já conhecia da antiga sala, que foram trocados juntos com ela) e isso pode ter afetado um pouco no comportamento dela em casa.

Bom, vocês devem estar se perguntando: mas afinal o que é essa tal de terrible two ou adolescência do bebê?

Podem se preparar porque é algo bem mais assustador do que a gente pode imaginar, na minha opinião. Como o nome já diz, essa é uma fase em que a criança passa a discordar do que é solicitado pelos pais. De repente aquela criança que era boazinha e obediente passa a fazer aquela cena quando é contrariada. Para a felicidade de todos ou não, essa fase dura de 1 ano até 3 anos de idade, mas eu já li em alguns artigos que pode até chegar aos 4 ou 5 anos. Isso acontece devido ao próprio crescimento infantil. Nessa fase, as crianças passam por um período de muitas mudanças, a criança passa a entender que é um individuo e que tem decisões próprias e é ai que começa os conflitos com os pais.

Agora vocês devem estar se perguntando: como eu faço pra evitar do meu bebê passar por isso? A resposta é bem simples: não tem o que fazer. Mas não precisam entrar em crise existencial e nem chorar, é apenas uma fase e vai passar. Não sei ainda como e nem quando, ainda estamos nesse dilema aqui em casa. Mas se Deus quiser vai passar kkkk.

Acho que a questão mais importante sobre esse assunto é como lidar nessa situação, não é verdade? Eu ainda não sei muito bem como reagir. Já li sobre várias técnicas, já testei varias coisas, mas vocês sabem que quando o assunto é criança e birra, nunca a mesma coisa da certo. O que eu costumo fazer é colocar de castigo e explicar o motivo disso. Faço isso tanto em casa como na rua, por exemplo, se estamos em uma loja e ela começa a fazer uma cena, eu pego ela pela mão e levo para um canto qualquer do lugar, deixo-a de castigo e explico o motivo. E, lógico, fico do lado dela esperando terminar o tempo. Quando estamos com mais alguém, eu peço pra essa pessoa se afastar um pouco e deixar somente eu e ela ali. Acreditem: na maioria das vezes dá certo. Mas é claro que ela vai fazer novamente, afinal, ela quer chamar atenção e conseguir as coisas do jeito dela. Quando eu não tenho mais paciência pra repetir o processo do método do castigo, eu simplesmente pego ela e vou embora do lugar com ela chorando ou não, normalmente eu volto pra casa.

O auge dessa fase aqui com a gente foi quando chegou as agressões. Alguns dias atrás quando fui buscar a Letícia na escola, ela demonstrou um comportamento bem diferente do que ela costuma ter. Entrou no carro batendo em mim e no avô, e isso me deixou super chateada e estressada também. Minha primeira reação foi brigar com ela, dar um tapinha na mão, e também coloca-la de castigo quando chegamos em casa. Hoje, lendo sobre isso mais profundamente, vejo que não fiz o certo.

Quando a criança começa a bater nas pessoas, é uma forma de expor seus sentimentos, e isso é natural do ser humano. Mas como nessa idade as crianças não sabem ainda como reagir a tantos sentimentos, elas reagem com uma mordida, uma batidinha em algum lugar, ou algo do tipo, enfim… Nessas horas, os pais ou responsáveis, devem se abaixar na altura da criança, olhar fixo em seus olhos e com a voz firme conversar, dizendo que entendem que ele/ela esteja com raiva, mas que sua atitude não foi correta. Tem que explicar também que se aquilo voltar a acontecer haverá consequências negativas para ela, e você deverá citar algumas consequências possíveis de se realizar, porque quando a criança repetir o comportamento inadequado (e pode ter certeza que ela vai), você deverá cumprir o que disse.

Eu sei que é complicado lembrar tudo isso na hora do estresse. Até eu mesma não consigo lembrar da maioria das técnicas que eu leio, mas um dia todos vamos lembrar dessa fase e rir dela. Então eu desejo não só pra vocês, mas também pra mim, uma boa sorte nessa fase.

Beijos e até quinta feira que vem.

Amanda Menezes

 

Obs.: Eu quero saber a opinião e o depoimento de como ta acontecendo por ai. Deixem nos comentários abaixo.

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2 comentários sobre “A crise dos dois aninhos – Terrible Two

  1. Querida Amanda, que orgulho senti ao ler suas palavras! Vc é uma mãe maravilhosa e isso se refletirá na personalidade da sua filha. Esse é o caminho: paciência, sensibilidade, pulso firme, mas com muito amor. Parabéns!

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