Intolerância à Lactose – E agora?

Oi gente! Tô aqui essa semana pra falar sobre um assunto bem chatinho… Tem mais ou menos uns dois meses que descobri que a Alice estava com intolerância à lactose e é claro que eu não podia deixar de compartilha com vocês sobre um assunto desses.

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Desde que a Alice nasceu ela nunca foi uma bebê doente, vez ou outra tinha uma gripe ou tosse mas logo passava. Até que esse ano tudo mudou, ela começou a estudar e com isso passou a ter uma nova rotina, inclusive de doenças. Ela passou à passar uma semana bem e outra doente, eu e o Pai dela passamos por mal bocados, noites sem dormir, em hospital, enfim… Levamos ao pedriatra e descobrimos que ela havia desenvolvido uma bronquite alérgica. Tá, mas alérgica de que? Fomos a procura de uma boa alergista pra fazer o acompanhamento e depois de uma série de exames e ai descobrimos que tudo o que ela teve até agora era proveniente de uma Intolerância à Lactose.

Na hora eu senti um alívio e um certo desespero em descobrir aquilo, mas foi ai que eu fui procurar pesquisar mais afundo sobre o que é isso e o que eu poderia fazer a respeito. Então tô aqui pra dividir com vocês.

O que é intolerância à lactose?

Intolerância à lactose é o nome que se dá à incapacidade parcial ou completa de digerir o açúcar existente no leite e seus derivados. Ela ocorre quando o organismo não produz, ou produz em quantidade insuficiente, uma enzima digestiva chamada lactase, que quebra e decompõe a lactose, ou seja, o açúcar do leite.

Como consequência, essa substância chega ao intestino grosso inalterada. Ali, ela se acumula e é fermentada por bactérias que fabricam ácido lático e gases, promovem maior retenção de água e o aparecimento de diarreias e cólicas.

É importante estabelecer a diferença entre alergia ao leite e intolerância à lactose. A alergia é uma reação imunológica adversa às proteínas do leite, que se manifesta após a ingestão de uma porção, por menor que seja, de leite ou derivados. A mais comum é a alergia ao leite de vaca, que pode provocar alterações no intestino, na pele e no sistema respiratório (tosse e bronquite, por exemplo).A intolerância à lactose é um distúrbio digestivo associado à baixa ou nenhuma produção de lactase pelo intestino delgado. Os sintomas variam de acordo com a maior ou menor quantidade de leite e derivados ingeridos.

Tipos

1) Deficiência congênita – por um problema genético, a criança nasce sem condições de produzir lactase (forma rara, mas crônica);

2)     Deficiência primária – diminuição natural e progressiva na produção de lactase a partir da adolescência e até o fim da vida (forma mais comum);

3)     Deficiência secundária – a produção de lactase é afetada por doenças  intestinais, como diarreias, síndrome do intestino irritável, doença de Crohn, doença celíaca, ou alergia à proteína do leite, por exemplo. Nesses casos, a intolerância pode ser temporária e desaparecer com o controle da doença de base.

Sintomas

Os sintomas da intolerância à lactose se concentram no sistema digestório e melhoram com a interrupção do consumo de produtos lácteos. Eles costumam surgir minutos ou horas depois da ingestão de leite in natura, de seus derivados (queijos, manteiga, creme de leite, leite condensado, requeijão, etc.) ou de alimentos que contêm leite em sua composição (sorvetes, cremes, mingaus, pudins, bolos, etc.). Os mais característicos são distensão abdominal, cólicas, diarreia, flatulência (excesso de gases), náuseas, ardor anal e assaduras, estes dois últimos provocados pela presença de fezes mais ácidas. Crianças pequenas e bebês portadores do distúrbio, em geral, perdem peso e crescem mais lentamente.

Diagnóstico

Além da avaliação clínica, o diagnóstico da intolerância à lactose pode contar com três exames específicos: teste de intolerância à lactose, teste de hidrogênio na respiração e teste de acidez nas fezes.

O primeiro é oferecido pelo SUS gratuitamente. O paciente recebe uma dose de lactose em jejum e, depois de algumas horas, colhe amostras de sangue para medir os níveis de glicose, que permanecem inalterados nos portadores do distúrbio.

O segundo considera o nível de hidrogênio eliminado na expiração depois de o paciente ter ingerido doses altas de lactose e o terceiro leva em conta a análise do nível de acidez no exame de fezes.

Tratamento

A intolerância à lactose não é uma doença. É uma carência do organismo que pode ser controlada com dieta e medicamentos. No início, a proposta é suspender a ingestão de leite e derivados da dieta a fim de promover o alívio dos sintomas. Depois, esses alimentos devem ser reintroduzidos aos poucos até identificar a quantidade máxima que o organismo suporta sem manifestar sintomas adversos. Essa conduta terapêutica tem como objetivo manter a oferta de cálcio na alimentação, nutriente que, junto com a vitamina D, é indispensável para a formação de massa óssea saudável. Suplementos com lactase e leites modificados com baixo teor de lactose são úteis para manter o aporte de cálcio, quando a quantidade de leite ingerido for insuficiente.

Pessoa que desenvolveu intolerância à lactose pode levar vida absolutamente normal desde que siga a dieta adequada e evite o consumo de leite e derivados além da quantidade tolerada pelo organismo.

Recomendações

Portadores de intolerância à lactose precisam saber que:

* na medida do possível, o leite não deve ser totalmente abolido da dieta;

* é importante ler não só os rótulos dos alimentos para saber qual é a composição do produto, mas também a bula dos remédios, porque vários deles incluem lactose em sua fórmula;

* leite de soja, de arroz, de aveia não contém lactose;

* leite de vaca não entra como ingrediente do pão francês e do pão-de-ló;

* verduras de folhas verdes, como brócolis, couves, agrião, couve-flor, espinafre, assim como  feijão, ervilhas, tofu, salmão, sardinha, mariscos, amêndoas, nozes, gergelim, certos temperos (manjericão, orégano, alecrim, salsa) e ovos também funcionam como fontes de cálcio;

* comer de tudo um pouco é a melhor forma de manter o suporte de nutrientes necessários para a saúde e bem-estar do organismo.

Fonte: http://drauziovarella.com.br/letras/l/intolerancia-a-lactose

 

 

Depois de conhecer um pouco mais sobre isso, vou contar para vocês a minha experiência com a Alice sobre isso… Depois de descobrir, saímos do consultório direto para o supermercado e fomos procurar os produtos SEM LACTOSE. E graças ao bom Pai, hoje em dia já podemos contar com uma vasta variedade de produtos sem lactose e a base de soja.

Compramos o leite da marca Supra Soy, que foi o mais em conta indicado pela alergista. Ele é bom, tem de vários sabores, tipo banana, morango, iogurte, fibras… Cheguei a comprar umas três latas. Depois resolvi experimentar o Aptamil, da marca Danone que é muuuuuito mais caro, mas em compensação, foi o que a Alice mais gostou, então resolvemos manter. E junto com os medicamentos demos início ao tratamento, que inicialmente vai durar 2 anos.

Ficou um pouco mais difícil conviver desse jeito, mas a gente vai dando um jeitinho de sobreviver, não é o fim do mundo. Passamos a evitar aniversários pois muitas pessoas não compreendem e acham que “se ela comer só hoje não vai fazer mal”. Pode ser que não faça mesmo, mas de início a gente preferiu não facilitar e evitamos tudo o que tinha leite de vaca na composição. No bolo (que ela adora) passamos a substituir o leite por sucos de frutas, biscoitos recheados, por água e sal, achocolatados por suco de soja e os iogurtes de soja, achei até mais gostosos que os normais hehehe. Passei a pesquisar receitas e achei coisas bem legais e gostosas.

Com o passar do tempo, fomos introduzindo aos poucos alguma coisinha com lactose e percebemos que o organismo dela não teve reação alérgica. Mas mesmo assim continuamos com os cuidados. Um dia desses ela estava pedindo demais um sorvete e não resistimos, ela tomou e logo depois demos o antialérgico e não teve problema nenhum (mas isso depois de um tempo de tratamento).

Aos que moram em Belém, tenho uma dica… A Big Ben da Humaitá com a Pedro Miranda (não sei se tem em outra), tem um espaço chamado Amigo do Alérgico que é cheio de produtos sem lactose. Fui lá e fiz a festa kkkkkk. Apesar de que o preço de algumas coisas não são tão em conta. Tem biscoito recheado, leite condensado, doce de leite, mistura pra bolo, bombons, barra de chocolate, chocolate em pó e muito mais coisa que eu não lembro (os produtos da foto, comprei todos lá).

Isso é o que eu tenho pra dividir com vocês, caso seu filho tenha esse problema, compartilha com a gente também. E para as mamães que através dos sintomas suspeitam de algo, procure imediatamente o pediatra do seu bebê para ter um diagnóstico e dar inicio ao tratamento.

Espero ter ajudado vocês de alguma forma, beijão e até a próxima 😉

Cris Rendeiro

 

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